Assessoria de Imprensa
18/02/2026 13h36
Em um setor em que atrasos, canteiros cheios e retrabalho ainda são tratados como parte inevitável do processo, a construção de uma casa em Atibaia, no interior de São Paulo, propõe uma inversão radical dessa lógica.
Com 500 metros quadrados de área construída, a estrutura da residência foi montada em apenas cinco dias a partir de um sistema de inteligência industrial aplicado à construção, que desloca o centro da obra do improviso em campo para o planejamento preciso ainda na fase de projeto.
Desde o início, a casa foi concebida a partir de uma lógica integrada entre arquitetura e engenharia, na qual
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Em um setor em que atrasos, canteiros cheios e retrabalho ainda são tratados como parte inevitável do processo, a construção de uma casa em Atibaia, no interior de São Paulo, propõe uma inversão radical dessa lógica.
Com 500 metros quadrados de área construída, a estrutura da residência foi montada em apenas cinco dias a partir de um sistema de inteligência industrial aplicado à construção, que desloca o centro da obra do improviso em campo para o planejamento preciso ainda na fase de projeto.
Desde o início, a casa foi concebida a partir de uma lógica integrada entre arquitetura e engenharia, na qual o desenho não é apenas uma intenção formal, mas já nasce calibrado para a produção industrial.
Em vez de adaptar o projeto às limitações do canteiro, cada linha, vão e modulação foi pensada para dialogar diretamente com a fabricação dos painéis estruturais, garantindo precisão dimensional, controle de custos e previsibilidade de prazos.
Enquanto a fundação era executada no terreno, a estrutura da casa era produzida simultaneamente em ambiente fabril, em um processo que aproxima a construção civil de uma lógica de linha de montagem.
Antes do início da montagem, a fundação passou por uma validação técnica rigorosa, etapa fundamental para assegurar o encaixe exato das peças industrializadas.
Com essa base conferida, a montagem da estrutura ocorreu de forma contínua e organizada, sem os ruídos, interferências e improvisos comuns às obras convencionais.
Cerca de 90% da mão de obra da fase estrutural foi transferida para o ambiente controlado da fábrica, onde a produtividade é largamente superior, permitindo que o trabalho em campo fosse realizado por apenas quatro profissionais, além do operador de guindaste.
O resultado foi um canteiro radicalmente diferente do imaginário tradicional da construção residencial.
A ausência de excesso de pessoas, a redução de resíduos e a clareza na sequência de montagem transformaram a obra em um processo quase coreografado, no qual cada etapa já estava definida antes da chegada ao lote.
“Para quem acompanha o cotidiano das cidades, o impacto visual também chama atenção. Uma casa desse porte surgir em menos de uma semana, com uma equipe enxuta e sem o caos habitual, altera a percepção sobre o tempo e a complexidade de construir’, diz Martin Paul Schwark, CTO da Kronan.
A precisão do sistema também produziu efeitos diretos nas etapas seguintes do projeto. Com tolerâncias mínimas garantidas pelo modelo digital e pela fabricação industrial, foi possível antecipar decisões que normalmente dependem do avanço da obra. Esquadrias, marcenaria e outros elementos sob medida puderam ser encomendados antes mesmo da conclusão da estrutura, reduzindo esperas e encurtando o cronograma global. Além disso, os painéis já chegam ao canteiro com infraestrutura seca embutida e superfícies regulares, o que facilita instalações e acelera acabamentos, permitindo que diferentes frentes de trabalho atuem de forma paralela.
Para Schwark, a casa evidencia uma mudança estrutural no papel do projeto dentro da construção contemporânea.
“Quando arquitetura e engenharia são pensadas de forma integrada desde o início, o canteiro deixa de ser um espaço de correção de problemas e passa a ser um local de montagem. O que entregamos não é apenas velocidade, mas a segurança de que a parte mais crítica da obra será executada exatamente como foi desenhada”, afirma.
Em um contexto marcado pela escassez de mão de obra qualificada e pela pressão por maior controle financeiro, a experiência da construção dessa casa aponta para um caminho em que o desenho arquitetônico ganha ainda mais responsabilidade estratégica.
“Ao antecipar decisões, reduzir incertezas e transformar a execução em um processo previsível, a inteligência industrial aplicada à estrutura não apenas encurta prazos, mas redefine a relação entre projeto, tempo e espaço na arquitetura residencial contemporânea”, finaliza.
18 de fevereiro 2026
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