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Importações de aço sobem 22% em fevereiro

Setor enfrenta pressão crescente de importações e espera efeito de medidas de defesa comercial no segundo semestre

CNN Brasil

25/03/2026 07h30 | Atualizada em 25/03/2026 11h37


As importações de aço cresceram 22% em fevereiro, na comparação com janeiro, e somaram 629 mil toneladas, em meio à pressão crescente sobre a indústria siderúrgica brasileira.

Os dados foram divulgados no dia 19 de março pelo Instituto Aço Brasil..

No mesmo período, a produção de aço bruto caiu 7,9%, para 2,5 milhões de toneladas, segundo dados do Instituto Aço Brasil.

O avanço das importações foi puxado principalmente pelos produtos laminados, que representaram a maior parte do volume que entrou no país, com 588 mil toneladas, alta de 32,6% na comparaç&ati

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As importações de aço cresceram 22% em fevereiro, na comparação com janeiro, e somaram 629 mil toneladas, em meio à pressão crescente sobre a indústria siderúrgica brasileira.

Os dados foram divulgados no dia 19 de março pelo Instituto Aço Brasil..

No mesmo período, a produção de aço bruto caiu 7,9%, para 2,5 milhões de toneladas, segundo dados do Instituto Aço Brasil.

O avanço das importações foi puxado principalmente pelos produtos laminados, que representaram a maior parte do volume que entrou no país, com 588 mil toneladas, alta de 32,6% na comparação mensal.

Apesar da retração na produção, outros indicadores mostraram resiliência da demanda.

As exportações subiram 20,2%, totalizando 1,2 milhão de toneladas, enquanto as vendas internas cresceram 3,5%, para 1,6 milhão de toneladas.

O cenário reforça a leitura de um mercado doméstico ainda aquecido, mas cada vez mais pressionado pela entrada de aço estrangeiro, especialmente de países com excesso de capacidade produtiva e preços mais competitivos, como a China.

Essa pressão sobre as importações tem sido um dos principais pontos de atenção do setor siderúrgico no Brasil. Nos últimos meses, o governo federal adotou medidas antidumping e de defesa comercial com o objetivo de conter o avanço do aço importado e dar fôlego à indústria nacional.

Ainda assim, representantes do setor avaliam que os efeitos dessas medidas devem ser mais perceptíveis apenas a partir do segundo semestre, à medida que os mecanismos de proteção passem a impactar efetivamente os fluxos de comércio.

O ambiente de incerteza é refletido na percepção dos executivos da indústria.

O Indicador de Confiança da Indústria do Aço caiu para 49,3 pontos em março, recuo de 8,3 pontos em relação a fevereiro. A volta do indicador para um patamar abaixo dos 50 pontos sinaliza a falta de confiança dos CEOs do setor.

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