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Greve da Petrobras foi adiada ou até eliminada, diz Barbassa

Valor

17/11/2011 12h04 | Atualizada em 17/11/2011 18h41


O diretor financeiro e de relações com investidores da Petrobras, Almir Barbassa, confirmou que a greve dos funcionários da estatal, que estava programada para hoje, “foi adiada, não sei se eliminada”. De acordo com ele, a previsão é que o Acordo Coletivo de Trabalho 2011, atualmente em negociação com os líderes sindicais e com os trabalhadores, não afete a programação da companhia.

“Normalmente a gente trabalha com preparação contingencial para essas situações para eliminar qualquer prejuízo de produção. Mas a última informação que ouvi é que a greve não acontecerá mais como estava programada”, disse Barbassa, durante teleconferência com investidores sobre os resultad

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O diretor financeiro e de relações com investidores da Petrobras, Almir Barbassa, confirmou que a greve dos funcionários da estatal, que estava programada para hoje, “foi adiada, não sei se eliminada”. De acordo com ele, a previsão é que o Acordo Coletivo de Trabalho 2011, atualmente em negociação com os líderes sindicais e com os trabalhadores, não afete a programação da companhia.

“Normalmente a gente trabalha com preparação contingencial para essas situações para eliminar qualquer prejuízo de produção. Mas a última informação que ouvi é que a greve não acontecerá mais como estava programada”, disse Barbassa, durante teleconferência com investidores sobre os resultados do terceiro trimestre deste ano.

O coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), João Antônio de Moraes, frisou que a greve não foi adiada. “Não havia uma data definitiva. Ela estava prevista para começar a partir do dia 16”, explicou Moraes. De acordo com ele, no próximo dia 22 haverá uma nova reunião do conselho deliberativo da FUP para avaliar a greve.

Segundo Moraes, como a estatal apresentou um novo conjunto de propostas na segunda-feira, com cláusulas sociais, econômicas e de segurança, existe a necessidade de reavaliar as reivindicações. “Precisamos submeter estas propostas às análises dos trabalhadores para decidir se haverá greve ou não”, explicou o líder sindical.

No entanto, Moraes ressaltou que a Petrobras continua não cedendo em relação a várias reivindicações feitas pelos funcionários. O coordenador da FUP disse que os funcionários pediram para participar da reunião mensal da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) e a Petrobras quer permitir que eles participem de apenas duas por ano. “Queremos participar dessas discussões. As questões de segurança são as mais preocupantes para nós”, afirmou Moraes.

Já em relação às questões econômicas, os trabalhadores querem 10% de ganho real. “Na proposta anterior, a estatal ofereceu apenas 1,5% de ganho real. Nesta segunda, ela alterou para aumento de 2,5% a 3%”, disse Moraes, argumentando que ainda está distante do que eles querem. A Petrobras já concedeu reposição da inflação no salário, com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo até agosto, de 7,23%.

 

 

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