Energia
Webtranspo
27/02/2012 15h08
Visando atender a crescente demanda por etanol, o Governo Federal elaborou o “Plano Estratégico do Setor Sucroalcooleiro” para os próximos quatros anos com o intuito de expandir a oferta de cana-de-açúcar. Este projeta contempla o cenário com a mistura do combustível com a gasolina, na proporção de 25%, e a participação do mesmo na forma hidratada na frota de veículos leves, entre 50% e 55%. Esta iniciativa contará com recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), poupança rural, entre outros.
De acordo com Gerardo Fontelles, secretário de Produção e Agroenergia, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, este plano tem como objetivo criar um ambiente favorável para atrair investimentos pri
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Visando atender a crescente demanda por etanol, o Governo Federal elaborou o “Plano Estratégico do Setor Sucroalcooleiro” para os próximos quatros anos com o intuito de expandir a oferta de cana-de-açúcar. Este projeta contempla o cenário com a mistura do combustível com a gasolina, na proporção de 25%, e a participação do mesmo na forma hidratada na frota de veículos leves, entre 50% e 55%. Esta iniciativa contará com recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), poupança rural, entre outros.
De acordo com Gerardo Fontelles, secretário de Produção e Agroenergia, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, este plano tem como objetivo criar um ambiente favorável para atrair investimentos privados e, com isso, retomar o crescimento deste setor.
Este plano tem como base três medidas. A primeira é a renovação de 6,4 milhões de hectares de cana-de-açúcar até 2015, com um custo previsto de R$ 29 bilhões. A segunda é atender à capacidade instalada das usinas. Para isso, o governo investirá R$ 8,5 bilhões em 1,4 milhão de hectares. A meta anual para ampliação do canavial engloba 355 mil hectares, com valor estimado em R$ 2,1 bilhões. E, por fim, o governo pretende elevar a oferta de matéria-prima para as indústrias. A demanda por etanol prevista, até 2015, vai exigir ampliação das áreas de produção de cana-de-açúcar em 3,8 milhões de hectares que envolverão recursos na ordem de R$ 23 bilhões.
Além disso, o Governo está propondo uma medida para evitar a flutuação do preço do etanol com base no financiamento, por meio do Conselho Monetário Nacional, de estrutura para a estocagem do produto para que as usinas possam distribuir a produção ao longo do ano, inclusive, no período de entressafra, quando os preços decolam. O cálculo é que seriam gastos R$ 4,5 bilhões, tendo em vista um consumo doméstico mensal de 1,9 bilhões de litros e se estocando 70% deste total.
A iniciativa ainda contará com o suporte da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) que estuda novas variedades de cana. Dentre as pesquisas nesta área, uma se destaca pela busca de variedades resistentes à seca e adaptadas à região Centro-Oeste, com recursos previstos de R$ 40 milhões, entre 2012 a 2015. Outro aspecto, que a entidade se dedicará, é no desenvolvimento de tecnologias para a produção de etanol celulósico, fundamental para o aproveitamento da biomassa da cana-de-açúcar.
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