Radar

P U B L I C I D A D E

ABRIR
FECHAR
Logística
Voltar

Logística

Falta ao Brasil um plano hidroviário nacional, diz presidente da Fetramaz

Último plano foi elaborado em 1947 e não foi colocado em prática.

CNT

29/06/2012 09h43 | Atualizada em 29/06/2012 18h00


Ao lembrar as dificuldades enfrentadas pelos transportadores de cargas na região Norte do Brasil, o presidente da presidente da Federação das Empresas de Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia (Fetramaz), Irani Bertolini, afirmou durante o segundo dia de debates da 1ª Transpo Amazônia – Feira e Congresso Internacional de Transporte e Logística que o Brasil precisa criar um plano de investimentos que priorize o transporte hidroviário no país. A Transpo Amazônia termina nesta sexta-feira (29), em Manaus (AM).

Durante a palestra a “A evolução do transporte de cargas na Amazônia”, Bertolini destacou os avanços na tecnologia dos caminhões e dos navios que realizam

...

Ao lembrar as dificuldades enfrentadas pelos transportadores de cargas na região Norte do Brasil, o presidente da presidente da Federação das Empresas de Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia (Fetramaz), Irani Bertolini, afirmou durante o segundo dia de debates da 1ª Transpo Amazônia – Feira e Congresso Internacional de Transporte e Logística que o Brasil precisa criar um plano de investimentos que priorize o transporte hidroviário no país. A Transpo Amazônia termina nesta sexta-feira (29), em Manaus (AM).

Durante a palestra a “A evolução do transporte de cargas na Amazônia”, Bertolini destacou os avanços na tecnologia dos caminhões e dos navios que realizam o transporte de cargas na região ao longo dos anos, mas cobrou avanços na melhoria da infraestrutura de transportes.

“Do que adianta termos os equipamentos se não temos onde usá-los. O custo de implantação e de manutenção de uma hidrovia é de 10% a 15% menor do que o de uma rodovia, mas falta planejamento para a implantação e a utilização delas”, afirmou.

De acordo com Bertolini, o modal é subutilizado. Dos 50 mil km de potenciais hidrovias existentes no país, apenas 13 mil km são navegáveis. E um dos principais fatores que impedem esse crescimento na expansão das vias navegáveis é a falta de eclusas nas barragens das usinas hidrelétricas que já estão em funcionamento ou estão sendo concluídas. “Só no rio Tapajós, serão cinco usinas e nenhuma eclusa. Estamos trancando as nossas hidrovias”, ressaltou.

Para o diretor e consultor da MB Consultoria Estratégica, Max Alexandre Correa Gabriel, a falta de eclusas não é o único entrave para o desenvolvimento do modal hidroviário na região.

Segundo ele, faltam portos com condições reais de operação. ”O porto público de Manaus, por exemplo, está desativado depois de uma disputa entre o governo estadual e o federal. Temos hoje apenas dois portos privados que não dão conta de todo o volume de cargas produzido no Polo Industrial de Manaus”, disse.

Gabriel acredita que o estabelecimento de parcerias público-privadas (PPPs) é o único caminho para solucionar esses gargalos, mas o prazo dos contratos deve ser revisto.

“Nossas concessões hoje variam entre 20 e 30 anos, mas isso poderia ser ampliado para oferecer mais segurança jurídica às empresas e assim, atrair mais investimentos”, destacou.

 

P U B L I C I D A D E

ABRIR
FECHAR

Av. Francisco Matarazzo, 404 Cj. 701/703 Água Branca - CEP 05001-000 São Paulo/SP

Telefone (11) 3662-4159

© Sobratema. A reprodução do conteúdo total ou parcial é autorizada, desde que citada a fonte. Política de privacidade