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Exportações chinesas para o Brasil dobram de tamanho

A China praticamente dobrou suas exportações de alumínio para o Brasil, entre 2010 e 2011

Valor

24/04/2012 10h05 | Atualizada em 24/04/2012 13h49


Passaram de 45,7 mil toneladas, para 81,8 mil toneladas. A participação do produto chinês no total das importações brasileiras de alumínio também, igualmente, cresceu 24,3%. “Apesar do elevado custo de transporte de alguns produtos de baixo valor agregado, como as panelas, por exemplo, por conta da situação cambial e da ação comercial bastante agressiva da China, esses produtos acabaram ficando mais baratos que o produto nacional. E desde 2009 eles estão entrando mais facilmente no mercado brasileiro”, indica Fernando Garcia, consultor da Associação Brasileira de Alumínio.

Segundo ele, a China é um dos maiores produtores mundiais de alumínio primário, mas faz grandes

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Passaram de 45,7 mil toneladas, para 81,8 mil toneladas. A participação do produto chinês no total das importações brasileiras de alumínio também, igualmente, cresceu 24,3%. “Apesar do elevado custo de transporte de alguns produtos de baixo valor agregado, como as panelas, por exemplo, por conta da situação cambial e da ação comercial bastante agressiva da China, esses produtos acabaram ficando mais baratos que o produto nacional. E desde 2009 eles estão entrando mais facilmente no mercado brasileiro”, indica Fernando Garcia, consultor da Associação Brasileira de Alumínio.

Segundo ele, a China é um dos maiores produtores mundiais de alumínio primário, mas faz grandes restrições às exportações da matéria-prima. “O governo chinês cobra um imposto muito pesado para quem exportar alumínio primário. A política governamental é importar alumina de países produtores, como o Brasil, beneficiá-la dentro do país e exportar o produto com maior grau de industrialização possível. Eles entraram pesado no segmento de produtos transformados de alumínio.”

Um estudo feito no ano passado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) para orientar uma série de sugestões da Abal para definição de uma política de governo aponta dois fatores que atuaram pesadamente no custo de produção da indústria brasileira: o aumento da energia e o aumento do custo de mão de obra. São fatores que têm uma componente de elevação de custo natural, segundo o professor Garcia. “No final da década, nossas usinas hidrelétricas tiveram um custo de investimento maior que no passado, mas elas têm um impacto muito grande também dos custos de tributação e encargos da energia e da mão de obra”, diz.

Segundo Garcia, de 2006 a 2011, houve um aumento das importações de produtos de alumínio de 170%. As exportações de produtos de alumínio brasileiros para o resto do mundo, em toneladas, caíram 42%. “Temos, então, as importações até meados de 2011 crescendo R$ 1,1 bilhão e as exportações caindo R$ 493 milhões. Isso significa que tivemos uma perda no comércio no valor de R$ 2 bilhões, em cinco anos”, assinala.

 

 

 

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