Assessoria de Imprensa
08/10/2026 00h01 | Atualizada em 08/10/2026 08h38
Compreender um problema antes que ele evolua é um princípio fundamental da segurança de barragens.
Com essa abordagem preventiva, a Norte Energia apresentou durante a Damsweek – Semana de Barragens 2026, em Belém (PA), o artigo “UHE Belo Monte – canalículos nas fundações de diques e barragens: desafios na etapa de operação”, resultado de cinco anos de observações de campo na Usina Belo Monte.
Organizado pelo Comitê Brasileiro de Barragens (CBDB), o evento foi realizado até sábado (26) na capital paraense.
O artigo aborda os canalículos, pequenos canais naturais que podem se formar n
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Compreender um problema antes que ele evolua é um princípio fundamental da segurança de barragens.
Com essa abordagem preventiva, a Norte Energia apresentou durante a Damsweek – Semana de Barragens 2026, em Belém (PA), o artigo “UHE Belo Monte – canalículos nas fundações de diques e barragens: desafios na etapa de operação”, resultado de cinco anos de observações de campo na Usina Belo Monte.
Organizado pelo Comitê Brasileiro de Barragens (CBDB), o evento foi realizado até sábado (26) na capital paraense.
O artigo aborda os canalículos, pequenos canais naturais que podem se formar no interior do solo e constituir caminhos preferenciais para a circulação da água.
A análise de 15 intervenções realizadas pela Norte Energia entre 2020 e 2025 mostrou que muitas surgências, pontos onde a água subterrânea emerge à superfície, são a manifestação visível de um sistema hidráulico mais complexo.
O diferencial do trabalho está na forma de investigar o fenômeno.
Além de observar o ponto de surgência, os pesquisadores analisaram o percurso da água no subsolo, a interação entre as camadas de solo e a presença dos canalículos.
Esse entendimento permitiu aprimorar os critérios de diagnóstico, monitoramento e intervenção, fortalecendo a prevenção e a gestão dos riscos geotécnicos.
Os canalículos são conhecidos pela engenharia geotécnica e não constituem uma condição exclusiva de Belo Monte.
Podem ocorrer em fundações sobre solos tropicais residuais, como os encontrados na Amazônia e em outras áreas da Região Norte.
A compreensão de seu funcionamento também orientou soluções mais eficientes.
A adoção de trincheiras drenantes permitiu controlar os fluxos subterrâneos, reduzir a pressão da água nos espaços entre as partículas do solo, chamada poropressão, e empregar menos materiais nas intervenções, em comparação com soluções convencionais.
O estudo ressalta também que a ausência de turbidez visível na água não significa, necessariamente, que o fenômeno não esteja evoluindo internamente.
Por isso, destaca a importância do monitoramento contínuo e da análise integrada das evidências de campo.
08 de outubro 2026
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