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Espanha prevê que caso YPF tornará Brasil mais atrativo

O embaixador espanhol ressaltou que "entende" a cautela do governo brasileiro de evitar a comentar o assunto. "São países vizinhos, parceiros comerciais".

Agência Brasil

23/04/2012 15h12 | Atualizada em 23/04/2012 18h47


O Brasil pode vender mais combustível aos países europeus após a estatização da empresa YPF pelo governo argentino, avaliou na sexta-feira (20) o embaixador da Espanha no Brasil, Manuel de la Cámara. “Acho que os europeus vão comprar mais biodiesel do Brasil. Acho que essa é uma oportunidade para o Brasil vender produtos agrícolas, como soja, além de biocombustíveis e ferro”, disse.

De la Cámara disse ainda que a decisão da Argentina de expropriar os 51% das ações da YPF de propriedade da petrolífera espanhola Repsol pode impactar negativamente nos investimentos estrangeiros no país, o que inclui, na sua avaliação, a empresa brasileira Petrobras. “Acredito que a Petro

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O Brasil pode vender mais combustível aos países europeus após a estatização da empresa YPF pelo governo argentino, avaliou na sexta-feira (20) o embaixador da Espanha no Brasil, Manuel de la Cámara. “Acho que os europeus vão comprar mais biodiesel do Brasil. Acho que essa é uma oportunidade para o Brasil vender produtos agrícolas, como soja, além de biocombustíveis e ferro”, disse.

De la Cámara disse ainda que a decisão da Argentina de expropriar os 51% das ações da YPF de propriedade da petrolífera espanhola Repsol pode impactar negativamente nos investimentos estrangeiros no país, o que inclui, na sua avaliação, a empresa brasileira Petrobras. “Acredito que a Petrobras e qualquer outro investidor estrangeiro vai pensar muito antes de investir na Argentina”, opinou.

O embaixador espanhol ressaltou que “entende” a cautela do governo brasileiro de evitar a comentar o assunto. “São países vizinhos, parceiros comerciais. O Brasil tem de ser neutro.”

A embaixadora da delegação da União Europeia no Brasil, Ana Paula Zacarias, espera que a decisão do governo argentino não afete as negociações que ocorrem entre os 27 países membros da União Europeia e os parceiros do Mercosul. “Nos preocupa esse caminho seguido pela Argentina. Mas isso não vai interromper as negociações que estamos fazendo entre Mercosul e União Europeia. O que a Argentina fez foi isolado”, disse.

 

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