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Jornal Agora (RS)
11/06/2012 08h44
A notícia sobre audiências públicas para dragagem do canal no Porto do Rio Grande e no local onde será instalado o futuro porto de São José do Norte, região do Cucuruto, torna-se de real importância, visto o momento de desenvolvimento portuário que vive a região.
Dentro dessa mesma linha, necessário, também, um trabalho nesse sentido para a dragagem do canal Miguel da Cunha, totalmente assoreado e dificultando o tráfego das lanchas e balsas que fazem a ligação com São José do Norte, especialmente, em períodos de águas baixas, como vem acontecendo, fazendo com que as embarcações arrastem no fundo, levantando barro.
A última dragagem do canal, lembramos, aconteceu ao tempo em que o deputado Beto Albuquerque era titular da S
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A notícia sobre audiências públicas para dragagem do canal no Porto do Rio Grande e no local onde será instalado o futuro porto de São José do Norte, região do Cucuruto, torna-se de real importância, visto o momento de desenvolvimento portuário que vive a região.
Dentro dessa mesma linha, necessário, também, um trabalho nesse sentido para a dragagem do canal Miguel da Cunha, totalmente assoreado e dificultando o tráfego das lanchas e balsas que fazem a ligação com São José do Norte, especialmente, em períodos de águas baixas, como vem acontecendo, fazendo com que as embarcações arrastem no fundo, levantando barro.
A última dragagem do canal, lembramos, aconteceu ao tempo em que o deputado Beto Albuquerque era titular da Secretaria Estadual dos Transportes que, juntamente com o canal Miguel da Cunha determinou o aprofundamento do chamado Canal dos Pescadores, na Barra que, igualmente, mostrava-se atulhado para a entrada de embarcações pesqueiras que ali encontram abrigo.
Pela inexistência de planificação de uma atividade periódica, a travessia entre Rio Grande e São José do Norte fica à mercê da boa vontade do governo que, diga-se de passagem, nunca tem dinheiro para essa obra e, por isso, vai empurrando com a barriga até que a situação se mostre caótica, com a ameaça da travessia ser realizada com o contorno da Ilha do Terrapleno de Leste (Ilha da Base) fazendo com que o tempo de travessia se estenda por tempo superior a uma hora, ao invés dos atuais 30 minutos.
Possivelmente a falta de representatividade política mais forte, para pressão sobre os órgãos responsáveis, determine a pouca importância dada a essa travessia que, a cada dia vem ganhando maior número de usuários do sistema de lanchas e balsas, tanto assim que a firma que faz a travessia de veículos se comprometeu e vem operando com duas embarcações, pela demanda existente, enquanto que o sistema de lanchas, como se tem observado, mostra-se crítica, com a retirada de três embarcações, por força de determinação legal, deixando apenas três lanchas em tráfego e, eventualmente, duas.
Além da falta de aprofundamento do canal, que foi projetado seguindo a geografia da região, na maneira transversal favorecendo, pelas correntes da Lagoa, o assoreamento rápido, o que determina dragagens periódicas, mas como isso não acontece, os mestres das embarcações são obrigados a fazer malabarismo, para evitar as partes mais rasas do corredor existente, especialmente quando de águas baixas.
Além disso, também, o interior da doca, em São José do Norte mostra extrema necessidade de dragagem para que as embarcações possam atingir o cais com maior facilidade, considerando que hoje, além da dificuldade de atracação, a bacia de evoluções mostra-se rasa dificultando os trabalhos do sistema de transporte de passageiros.
09 de janeiro 2020
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