Mercado
Folha
14/08/2012 11h20 | Atualizada em 15/08/2012 12h34
O programa será fechado hoje e sua meta de geração de investimentos deve passar dos R$ 90 bilhões previstos antes para mais de R$ 100 bilhões, em cinco anos, nos dois setores que terão participação do setor privado.
A Folha apurou que, na reta final, Dilma pediu um "programa mais agressivo", por isso o valor que os ganhadores das concessões terão de investir deve aumentar.
O pacote previa a concessão de rodovias à iniciativa privada com a exigência de duplicação de pelo menos 5.700 km (a distância de São Paulo a Belém, ida e volta).
No setor ferroviário, a meta é conceder a exploração de no mínimo 8.000 km (oito vezes a distância entre São Paulo e Bras
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O programa será fechado hoje e sua meta de geração de investimentos deve passar dos R$ 90 bilhões previstos antes para mais de R$ 100 bilhões, em cinco anos, nos dois setores que terão participação do setor privado.
A Folha apurou que, na reta final, Dilma pediu um "programa mais agressivo", por isso o valor que os ganhadores das concessões terão de investir deve aumentar.
O pacote previa a concessão de rodovias à iniciativa privada com a exigência de duplicação de pelo menos 5.700 km (a distância de São Paulo a Belém, ida e volta).
No setor ferroviário, a meta é conceder a exploração de no mínimo 8.000 km (oito vezes a distância entre São Paulo e Brasília) em novas linhas.
Novos trechos
Os cálculos iniciais apontavam que, em cinco anos, as concessões de rodovias deveriam gerar um investimento de pelo menos R$ 40 bilhões, e as de ferrovias, R$ 50 bilhões. O governo deve elevar esses valores com a inclusão de novos trechos e nova previsão de investimentos.
O ganhador das concessões terá de bancar os investimentos de ampliação e renovação das rodovias previstos pelo governo e oferecer a menor tarifa de pedágio.
Já nas ferrovias, a ideia é passar à iniciativa privada a construção de novos trechos ou a reformulação de trechos muito antigos. As concessões serão num modelo diferente do atual, em que o concessionário tinha exclusividade na região. Agora, quem vencer terá que oferecer ao mercado o espaço disponível para a passagem dos trens de diferentes empresas.
As medidas serão anunciadas amanhã no Palácio do Planalto durante reunião com dirigentes empresariais além do grupo de 30 grandes empresários, a presidente Dilma convidou também donos de empresas dos setores de transportes rodoviário e ferroviário.
Na sequência, o governo deve divulgar na próxima semana medidas no setor de portos. Na primeira quinzena de setembro, devem ser anunciadas medidas na área de aeroportos, redução do custo de energia elétrica e desoneração da folha de pagamento.
O pacote de concessões de rodovias e ferrovias deve reduzir os custos das empresas brasileiras, combatendo os chamados gargalos no setor de logística péssimas estradas, ferrovias ultrapassadas, que encarecem o custo de transporte e tornam mais caro o produto brasileiro. Se bem implementado, o programa vai contribuir para elevar o crescimento do país, aumentando o emprego e reduzindo o preço de produtos.
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