Infraestrutura
Agência T1
28/05/2012 11h08 | Atualizada em 28/05/2012 14h44
Secretaria de Obras do Distrito Federal informou que a escolha das RAs foi feita pelo governo anterior e mantida pelo atual para agilizar as obras.
Os ciclistas do Distrito Federal deverão receber em breve mais 86,6 Km de ciclovias. Divulgadas em abril deste ano pelo GDF, as obras contemplarão as regiões administrativas do Plano Piloto, Ceilândia, Guará, Gama e Paranoá e deverão ser concluídas em até seis meses.
Apesar de investir R$ 33,4 milhões nas obras de infraestrutura para ciclistas, o GDF não possui dados sobre quantos ciclistas há de fato no DF e não realizou um estudo atual sobre os locais com maior demanda de ciclovias.
A assessoria de comuni
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Secretaria de Obras do Distrito Federal informou que a escolha das RAs foi feita pelo governo anterior e mantida pelo atual para agilizar as obras.
Os ciclistas do Distrito Federal deverão receber em breve mais 86,6 Km de ciclovias. Divulgadas em abril deste ano pelo GDF, as obras contemplarão as regiões administrativas do Plano Piloto, Ceilândia, Guará, Gama e Paranoá e deverão ser concluídas em até seis meses.
Apesar de investir R$ 33,4 milhões nas obras de infraestrutura para ciclistas, o GDF não possui dados sobre quantos ciclistas há de fato no DF e não realizou um estudo atual sobre os locais com maior demanda de ciclovias.
A assessoria de comunicação da Secretaria de Obras do Distrito Federal não informou os motivos que justificaram a escolha das RAs e disse que essa decisão foi feita pelo governo anterior e mantida pelo atual para agilizar as obras.
Para o presidente da ONG Rodas da Paz, Uirá Lourenço, existem algumas ressalvas com relação à construção das ciclovias, como a finalização de trechos, que poderia resultar em um caminho mais longo para o ciclista. Além disso, os projetos priorizam o fluxo motorizado e não têm uma solução para as passagens subterrâneas encontradas no Plano Piloto, por exemplo.
Só no Plano Piloto estão em construção 44,5km de vias exclusivas para os ciclistas, passando pelas avenidas L2 Sul e Norte, quadras comerciais das 200 e 400, nas Asas Sul e Norte. Os ciclistas do Gama receberão 25 km, os do Guará, 5,8 km, e quem mora no Paranoá terá mais 3 km para percorrer de bicicleta.
Uirá chama a atenção para a necessidade de investimento em regiões administrativas onde há menor poder aquisitivo, como Cidade Estrutural e Itapuã, e que não possuem ciclovias.
Ceilândia
Ceilândia foi umas das regiões contempladas e terá 8 km de ciclovias, totalizando 39 km, que ligam a cidade de norte a sul. A administração de Ceilândia informou que os 30 km foram concluídos recentemente e que o ritmo das obras dos Km restantes é intenso.
Por ser uma Região Administrativa extensa e ter um trânsito bastante movimentado, a administração prevê um aumento de usuários de bicicletas e a diminuição de acidentes, já que as ciclovias são mais seguras do que as vias.
“A Ciclovia em Ceilândia é de essencial importância, por ser a maior cidade satélite do DF, onde a população precisa praticar o ciclismo tanto como esporte como para se deslocar de um setor ao outro, sem se arriscar pelas vias da cidade que são bastante movimentadas”, informou a assessoria.
Outras ações para melhorar a segurança do ciclista
A Sociedade das Bicicletas afirmou que só construir ciclovias não resolveria o problema dos ciclistas e sugeriu algumas ações que poderiam ser realizadas por um custo bem menor do que o das obras, como ciclofaixas, faixas compartilhadas, redução e moderação de tráfego, redução de velocidade e tratamento dos pontos de travessia.
O presidente da Rodas da Paz falou sobre a importância de se investir em educação no trânsito e que campanhas exercerão um papel importante para aumentar o número de usuários das ciclovias.
“Sabemos por experiência em outras cidades, que o aumento de usuários de bicicletas vai depender de campanhas educativas que ressaltam os benefícios do uso de bicicletas.”
Melhorar o transporte público e a infraestrutura de estações de metrô e pontos de ônibus, onde seja possível guardar a bicicleta com segurança, é outra sugestão da ONG Rodas da Paz. Desde fevereiro deste ano, o metrô do Distrito Federal permite o transporte de até cinco bicicletas por viagem, no último vagão, no sentido do tráfego.
Segundo dados do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), a bicicleta é o terceiro tipo de veículo mais envolvido em acidente de trânsito. Dentre as vítimas em 2010, 8% foram em consequência das ocorrências com envolvimento de bicicleta.
Ceilândia, cidade mais populosa do DF teve a maior ocorrência envolvendo ciclistas, com 97 acidentes. A RA com maior número de acidentes fatais foi Planaltina, com cinco mortes.
Até março de 2011, o DF já havia registrado 161 acidentes com feridos envolvendo bicicletas e 18 acidentes com morte até maio do mesmo ano.
16 de abril 2020
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