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Valor
30/03/2012 12h13 | Atualizada em 30/03/2012 18h45
O montante supera o plano quinquenal anterior, que previa US$ 200 milhões de 2010 a 2014.
Está dentro do novo programa o aporte de US$ 90 milhões na nova fábrica de geradores em Itatiba, no interior de São Paulo anunciada nesta semana. Outros US$ 50 milhões vão para a modernização da fábrica de motores em Guarulhos (SP), que ganhará mais espaço com a transferência das linhas de geradores de energia para Itatiba.
Em entrevista coletiva à imprensa, executivos da Cummins informaram que a filial brasileira teve recorde de vendas e faturamento em 2011, mas traçaram perspectivas negativas ao consumo de motores neste ano, como resultado do arrefecimento no mercado de caminhões.
Em todo o ano passado, a companhia alcançou
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O montante supera o plano quinquenal anterior, que previa US$ 200 milhões de 2010 a 2014.
Está dentro do novo programa o aporte de US$ 90 milhões na nova fábrica de geradores em Itatiba, no interior de São Paulo anunciada nesta semana. Outros US$ 50 milhões vão para a modernização da fábrica de motores em Guarulhos (SP), que ganhará mais espaço com a transferência das linhas de geradores de energia para Itatiba.
Em entrevista coletiva à imprensa, executivos da Cummins informaram que a filial brasileira teve recorde de vendas e faturamento em 2011, mas traçaram perspectivas negativas ao consumo de motores neste ano, como resultado do arrefecimento no mercado de caminhões.
Em todo o ano passado, a companhia alcançou duas marcas históricas, com a produção de 112 mil motores em Guarulhos e uma receita de US$ 1,9 bilhão na América do Sul, ou 10,5% do faturamento global do grupo, de US$ 18,04 bilhões. Há seis anos, a fatia sul-americana era de apenas 6%.
O desempenho garantiu à empresa 37% do mercado de motores usados em caminhões três pontos percentuais a mais do que no ano anterior, mas as expectativas apontam para uma acomodação em 2012. A direção da Cummins estima que a produção de motores cederá para a faixa de 75 mil a 80 mil motores neste ano.
Luis Afonso Pasquotto, presidente da Cummins na América do Sul aposta que o mercado mostrará uma reação no segundo semestre, mas os volumes registrados em 2011 só devem ser retomados no longo prazo, provavelmente em 2015.
Após o recorde de vendas em 2011, o mercado de veículos pesados está em baixa diante da resistência dos consumidores à nova linha de caminhões, mais cara por conta das adaptações de motor feitas pelas montadoras para atender à norma de emissão de poluentes em vigor desde janeiro, conhecida como Euro 5.
Paralelamente, existe na rede de distribuição um excesso dos estoques de caminhões formados para a fase de transição de tecnologia. Nesse cenário, algumas montadoras anunciaram paradas, com vista a adequar o ritmo de produção.
Pasquotto disse que sua empresa está acompanhando a situação, mas que ainda não tomou nenhuma decisão sobre paradas de fábrica. Para o executivo, ainda há muita indefinição sobre os rumos do mercado.
Conforme os diretores da empresa, a Cummins produziu aproximadamente 14 mil motores nos dois primeiros meses do ano. As vendas do agente redutor usado no escapamento dos novos caminhões: o Arla 32, produzido pela Cummins em Guarulhos, estão praticamente paradas.
Até agora, a empresa despachou aproximadamente 300 mil litros da solução de ureia dentro de um lote inicial para garantir a disponibilidade do produto em uma rede de 3 mil pontos de distribuição. A Cummins investiu US$ 1,3 milhão para instalar uma unidade fabril com capacidade de produzir 22 milhões de litros por ano do Arla. A expectativa é vender 16 milhões de litros em 2012, mordendo 16% do mercado.
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