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Corredores sim, mas com ônibus limpos

Leia artigo de especialista em transportes sobre a proposta de ampliar os corredores em São Paulo

Portal 2014

09/04/2012 15h07


Muito boa a notícia de que a prefeitura de São Paulo vai lançar um plano de corredores de ônibus. É de 1975 o Plano Sistran, da gestão Olavo Setubal, que propunha a implantação de 280 km de corredores operados por trólebus, reduzindo ruído, eliminando a poluição e economizando energia. Nesses corredores seriam utilizados quase dois mil veículos.

Na sequência, o projeto perdeu impulso e sofreu mutilações. O que sobrou, feito nos quase 40 anos que se seguiram, foi meia dúzia de corredores precários, onde os ônibus movidos a combustível se acumulam em filas de 20 a 30 carros, nos horários de pico. Oxalá os novos corredores sejam, de fato, exclusivos para o transporte coletivo troncal, com ônibus movidos a eletricidade e hidrogênio.<

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Muito boa a notícia de que a prefeitura de São Paulo vai lançar um plano de corredores de ônibus. É de 1975 o Plano Sistran, da gestão Olavo Setubal, que propunha a implantação de 280 km de corredores operados por trólebus, reduzindo ruído, eliminando a poluição e economizando energia. Nesses corredores seriam utilizados quase dois mil veículos.

Na sequência, o projeto perdeu impulso e sofreu mutilações. O que sobrou, feito nos quase 40 anos que se seguiram, foi meia dúzia de corredores precários, onde os ônibus movidos a combustível se acumulam em filas de 20 a 30 carros, nos horários de pico. Oxalá os novos corredores sejam, de fato, exclusivos para o transporte coletivo troncal, com ônibus movidos a eletricidade e hidrogênio.

Hoje temos um sistema de transporte público de elevada capacidade (cerca de 70 mil passageiros por hora e por sentido), mas que corresponde a apenas 12% das viagens totais, ficando os restantes 88% (conforme pesquisa Origem-Destino de 2007) a cargo de um sistema de ônibus de baixa capacidade, misturados com os sete milhões de automóveis, incapaz de atender a demandas maiores do que 10 mil a 15 mil passageiros por hora.

No meio disso, uma gritante ausência de um sistema público de média capacidade (30 mil a 40 mil passageiros) que permita substituir o transporte individual, como se vem fazendo no mundo inteiro. Os corredores farão esse papel, custando muito menos do que o transporte de massa, desnecessário em muitas regiões, e implantando-se com muito maior rapidez.

A solução para a crise é investir em corredores e ampliar a rede metroviária simultaneamente, já que é reconhecidamente escassa em São Paulo. Simples assim.

 

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