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Copa do Mundo promete turbinar o PIB até 2014

Economista-chefe do Itaú sustenta que investimentos farão País desacelerar menos em 2012

Jornal do Comércio

05/12/2011 11h17 | Atualizada em 05/12/2011 13h19


Os investimentos públicos e privados e os efeitos para a renda e emprego associados à Copa do Mundo de 2014 devem agregar 1,5 ponto percentual na estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. A projeção é do economista-chefe do Itaú, Ilan Goldfajn, que apontou o impacto das ações preparatórias ao evento para o desempenho da economia em 2012. “Os investimentos para o Mundial ajudarão o País a desacelerar menos no próximo ano”, valorizou Goldfajn.

O banco, que é um dos patrocinadores oficiais do mundial organizado pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), está de olho na demanda por crédito que pequenas e grandes instituições terão nos próximos anos para ofertar produtos e serviços. Para 2012, o economi

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Os investimentos públicos e privados e os efeitos para a renda e emprego associados à Copa do Mundo de 2014 devem agregar 1,5 ponto percentual na estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. A projeção é do economista-chefe do Itaú, Ilan Goldfajn, que apontou o impacto das ações preparatórias ao evento para o desempenho da economia em 2012. “Os investimentos para o Mundial ajudarão o País a desacelerar menos no próximo ano”, valorizou Goldfajn.

O banco, que é um dos patrocinadores oficiais do mundial organizado pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), está de olho na demanda por crédito que pequenas e grandes instituições terão nos próximos anos para ofertar produtos e serviços. Para 2012, o economista-chefe estima reforço de 0,5 ponto percentual na variação do PIB, que a instituição avalia que avançará entre 3% e 3,5%. “Parte do que será injetado na atividade no ano que vem estará ligada à competição. A preocupação agora é estímulo a investimentos, e a Copa vai nesta direção”, reforça o executivo, que considera o potencial da competição como além do normal do desempenho da economia.

O cálculo do efeito do Mundial, que terá uma das sedes de jogos em Porto Alegre (eliminatórias e oitavas de final), segue o volume de aplicação de R$ 36,46 bilhões em infraestrutura, estádios, telecomunicações, segurança, hospedagem e saúde. O valor levantado equivale à projeção do governo federal e deve ser maior diante do aumento dos aportes de obras públicas. O estudo da área econômica do Itaú contabiliza a geração de 250 mil empregos, o que ajudará a reduzir em um ponto percentual a taxa de desemprego até 2014. “Meio percentual ao ano pode parecer pouco, mas é muito para o Brasil e já está garantido”, preveniu Goldfajn. O assunto foi tema do seminário Itaú Copa do Mundo da Fifa: 2014 é mais que futebol, para divulgar oportunidades de negócios, realizado em São Paulo.

O turismo é uma das grandes apostas do desenvolvimento de oportunidades do banco junto aos setores empresariais e o que gera maior preocupação. “O Brasil vai precisar de muita coisa e as pequenas e médias empresas serão as que poderão aproveitar mais”, avalia o economista-chefe. O evento deverá atrair ao País cerca de 3 milhões de visitantes, que trazem junto um potencial de gastos dimensionado em R$ 5,3 bilhões.

A cifra é considerada acanhada e é projetada a partir do efeito da Copa na África do Sul, onde o saldo foi aumento de 25% na receita do setor.

A “marca” Brasil deverá conhecer um novo patamar após 2014, identifica Goldfajn, que vislumbra a visibilidade internacional proporcionada pela competição - antes e depois da disputa - e um fluxo mais vigoroso no comércio de mercadorias. “Estudos apuram aumento de 30% na receita com exportações decorrente do novo posicionamento de um País que é sede de eventos como a Copa. Hoje o comércio externo representa 15% do nosso PIB”, contrasta o especialista.

Neste cenário, o economista-chefe adverte para a urgência no desenvolvimento de planos regionais pelas 12 cidades-sedes que potencializem a janela de visibilidade.

As demandas dos preparativos devem impulsionar a taxa de investimentos interna, que é de 18%, ante 40% da China. Sobre o temor de atrasos nos preparativos ou carências de infraestrutura para os dias do evento, o executivo não acredita que os brasileiros farão feio e projeta que o “País é capaz de chegar aos 90 minutos do segundo tempo e ter mais três minutos de prorrogação para aprontar tudo”.  E lembra: “Diziam que a Copa da África do Sul seria um desastre e saiu. Depois todos comemoraram.“

 

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