Assessoria de Imprensa
01/09/2026 12h11
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,5% no 2º trimestre de 2026, na comparação com os três meses anteriores, na série com ajuste sazonal, segundo dados divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A Indústria avançou 0,1% no período, puxada pelas Indústrias Extrativas, que cresceram 3,4%.
A construção, por sua vez, registrou retração de 0,4%.
Apesar do recuo na comparação trimestral, a construção cresceu 1% em relação ao 2º trimestre de 2025 e acumulou alta de 1,1% no 1º semestre de 2026,
...

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,5% no 2º trimestre de 2026, na comparação com os três meses anteriores, na série com ajuste sazonal, segundo dados divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A Indústria avançou 0,1% no período, puxada pelas Indústrias Extrativas, que cresceram 3,4%.
A construção, por sua vez, registrou retração de 0,4%.
Apesar do recuo na comparação trimestral, a construção cresceu 1% em relação ao 2º trimestre de 2025 e acumulou alta de 1,1% no 1º semestre de 2026, frente ao mesmo período do ano anterior.
Para a economista-chefe da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Ieda Vasconcelos, o desempenho reflete a perda de dinamismo já percebida pelo setor e um ambiente econômico mais adverso do que o esperado no início do ano.
A economista destaca que o recuo ocorre após um 1º trimestre mais forte.
“Começamos 2026 com uma expectativa mais positiva para a trajetória dos juros”, afirma Ieda.
A partir do fim de fevereiro, diz ela, o cenário começou a mudar com o início dos conflitos no Oriente Médio.
“A perspectiva passou a ser de uma redução menor do que a esperada inicialmente, o que aumentou a cautela dos empresários e se refletiu no desempenho da construção”, completa.
Também é preciso considerar a perda de dinamismo das pequenas obras e reformas, que integram o cálculo do PIB da construção.
Nesse segmento, a redução do consumo das famílias, diante do maior endividamento e do crédito mais caro, contribui para a desaceleração.
“O resultado do 2º trimestre preocupa, sobretudo pelos possíveis reflexos nas decisões de novos investimentos”, destaca.
“Começamos o ano com perspectivas melhores e hoje o empresário trabalha com um ambiente econômico mais desafiador para o segundo semestre e para 2027”, observa a economista-chefe.
Projeção – Desde o 1º trimestre de 2022, quando a taxa básica de juros voltou ao patamar de dois dígitos, o custo do crédito aparece entre os três principais problemas apontados pelos empresários da construção.
A Selic em nível elevado, os custos da construção acima da inflação e a redução das expectativas positivas dos empresários limitam uma expansão mais forte da atividade.
Por outro lado, o avanço das obras de infraestrutura e os lançamentos imobiliários realizados nos últimos dois anos ajudam a sustentar as perspectivas para o setor.
Diante desse cenário, a CBIC mantém a projeção de crescimento de 1,2% para a construção civil em 2026.
“Sem dúvida, qualquer resultado negativo preocupa, mas continuamos esperando crescimento da construção neste ano”, comenta Ieda.
‘A infraestrutura tem exercido papel importante, puxada principalmente pelos investimentos privados, pelas concessões e pelo saneamento. No mercado imobiliário, o Minha Casa, Minha Vida também continua sendo um importante vetor da atividade”, avalia.
Mercado de trabalho – Apesar da retração da atividade no 2º trimestre, o mercado de trabalho continua apresentando resultados positivos.
O saldo de novos empregos formais na construção cresceu 6,52% no 1º semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O principal destaque foi a infraestrutura. Pela primeira vez desde o início da série histórica do Novo Caged, em 2020, o segmento registrou saldo de novas vagas superior ao da Construção de Edifícios.
As obras de infraestrutura geraram quase 65 mil novos empregos formais entre janeiro e junho de 2026, avanço de cerca de 30% na comparação com igual período de 2025.
A Construção de Edifícios, por sua vez, apresentou saldo positivo de 60.552 postos de trabalho, resultado 2,19% inferior ao registrado no 1º semestre do ano passado.
“Mesmo com todas as dificuldades, o setor continua contratando”, avalia Ieda.
“A infraestrutura tem se destacado de maneira muito expressiva na geração de empregos, impulsionada pelas concessões, pelos investimentos privados e pelas obras relacionadas ao saneamento”, assinala.
Em junho, a construção alcançou 3,119 milhões de trabalhadores com carteira assinada em todo o país, alta de 3,16% em relação ao mesmo mês de 2025.
A geração de empregos também foi disseminada pelo país. Todos os 26 estados e o Distrito Federal apresentaram saldo positivo no 1º semestre.
Em números absolutos, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro e Santa Catarina lideraram a criação de vagas na construção.
01 de setembro 2026
Av. Francisco Matarazzo, 404 Cj. 701/703 Água Branca - CEP 05001-000 São Paulo/SP
Telefone (11) 3662-4159
© Sobratema. A reprodução do conteúdo total ou parcial é autorizada, desde que citada a fonte. Política de privacidade