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Começa construção de ensecadeira em Belo Monte

Agência Brasil

18/01/2012 10h19 | Atualizada em 18/01/2012 16h54


A estrutura desvia uma parte do rio para que as máquinas trabalhem em uma área seca; para índios, obra compromete qualidade das águas do Xingu.

Grupo de indígenas Arara, que vivem na região da usina, denunciou hoje ao Ministério Público Federal (MPF) no Pará a mudança nas condições da água.

O consórcio Norte Energia, responsável pela construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), informou hoje que iniciou uma nova etapa nas obras da usina, com a construção de uma ensecadeira na margem esquerda do Xingu.

A estrutura desvia uma parte do rio para que as máquinas trabalhem em uma área seca. A ensecadeira está sendo construída no Sítio Pimental, um dos três canteiros de obra do empreendimento que va

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A estrutura desvia uma parte do rio para que as máquinas trabalhem em uma área seca; para índios, obra compromete qualidade das águas do Xingu.

Grupo de indígenas Arara, que vivem na região da usina, denunciou hoje ao Ministério Público Federal (MPF) no Pará a mudança nas condições da água.

O consórcio Norte Energia, responsável pela construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), informou hoje que iniciou uma nova etapa nas obras da usina, com a construção de uma ensecadeira na margem esquerda do Xingu.

A estrutura desvia uma parte do rio para que as máquinas trabalhem em uma área seca. A ensecadeira está sendo construída no Sítio Pimental, um dos três canteiros de obra do empreendimento que vai abrigar a casa de força complementar da usina.

Segundo o consórcio, a obra no leito do rio está de acordo com as diretrizes da Licença de Instalação emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em junho de 2011.

No entanto, um grupo de indígenas Arara, que vivem na região da usina, denunciou hoje ao Ministério Público Federal (MPF) no Pará a mudança nas condições da água, que está ficando barrenta por causa das obras da ensecadeira. Os índios argumentam que dependem da água do Xingu para beber e cozinhar.

“A comunidade indígena está preocupada com a qualidade da água do Rio Xingu, pois não possuímos poço e utilizamos a água do Xingu para beber e cozinhar. A água já está barrenta e os indígenas já estão ingerindo essa água”, diz o documento assinado pelas lideranças Arara e entregue ao MPF.

Em nota, o consórcio reconhece que está havendo lançamento de sedimentos na água, mas diz que o problema é temporário. “É natural que uma pequena parte da terra seja carreada pelo rio nesta fase da construção da ensecadeira. Isto será eliminado, nos próximos dias, com a conclusão dessa ensecadeira”.

 

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