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21/03/2012 09h25
Internacional, Andrade Gutierrez e autoridades governamentais se encontraram no Salão Nobre do Conselho Deliberativo do clube para testemunhar o início da parceria de 20 anos que vai preparar a casa colorada para a Copa do Mundo de 2014.
Com o fim das negociações, iniciadas em meados de 2010, as obras no Beira-Rio devem recomeçar em dois dias, garantiu o presidente da construtora, Otávio Azevedo. Assim como nas novelas, quando o elenco se reúne para festejar o último capítulo, a cerimônia trouxe autoridades e conselheiros do Inter para a solenidade, praticamente lotando o Salão Nobre, com capacidade para cerca de 400 pessoas.
Até um telão foi instalado do lado de fora do estádio para que os torcedores também pudessem acom
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Internacional, Andrade Gutierrez e autoridades governamentais se encontraram no Salão Nobre do Conselho Deliberativo do clube para testemunhar o início da parceria de 20 anos que vai preparar a casa colorada para a Copa do Mundo de 2014.
Com o fim das negociações, iniciadas em meados de 2010, as obras no Beira-Rio devem recomeçar em dois dias, garantiu o presidente da construtora, Otávio Azevedo. Assim como nas novelas, quando o elenco se reúne para festejar o último capítulo, a cerimônia trouxe autoridades e conselheiros do Inter para a solenidade, praticamente lotando o Salão Nobre, com capacidade para cerca de 400 pessoas.
Até um telão foi instalado do lado de fora do estádio para que os torcedores também pudessem acompanhar o evento. Além do presidente do Internacional, Giovanni Luigi, e de Azevedo, participaram da cerimônia o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, o governador Tarso Genro (que, por um problema de agenda, chegou no final e foi representado pelo vice, Beto Grill) e representantes do Ministério do Esporte, da Assembleia Legislativa e da Câmara de Vereadores.
Em 50 minutos de discursos, Inter e Andrade Gutierrez fizeram questão de mostrar que estão dispostos a recomeçar o relacionamento. Luigi chegou a confessar que, em muitos momentos, duvidou do sucesso das negociações.
“Balancei, não só eu, mas todos os meus companheiros de diretoria entendíamos que era muito difícil que esse negócio fosse adiante”, confessou o presidente em coletiva de imprensa realizada após o evento. Para o dirigente, a habilidade nas negociações foi determinante para o final feliz: “Nós tínhamos que encontrar a firmeza para não ceder nos momentos importantes e ao mesmo tempo de não quebrar o diálogo e acabar com tudo”.
A construtora tentou recuperar a imagem com a torcida, abalada após a longa negociação. Além de apresentar um vídeo de contornos épicos com imagens do futuro Beira-Rio, o presidente da empresa parecia disposto a se conectar com os torcedores. Durante a execução do hino colorado, Azevedo se esforçou para acompanhar a letra.
No discurso, o executivo garantiu que a empresa nunca cogitou abandonar a parceria –como vinha sendo especulado. “Em nenhum momento desistimos da reforma do Beira-Rio. Também lutamos muito por esse nosso projeto”, disse Azevedo.
O presidente da Andrade Gutierrez chegou a dizer que “cada saco de cimento será levantado com raça”. “Sabemos que o processo de negociação acabou sendo mais longo do que todos desejávamos, porém projetos dessa envergadura exigem mesmo análise criteriosa. Só assim o acordo poderia ser satisfatório”, disse Azevedo.
O Internacional começou a reforma com recursos próprios no final de 2010, quando foram instaladas as estacas que darão suporte à nova cobertura. No entanto, após a troca de diretoria na virada do ano, Luigi abandonou o projeto baseado no autofinanciamento e convenceu o Conselho Deliberativo a optar pela parceria com uma empresa.
A Andrade Gutierrez foi selecionada em maio do ano passado após uma concorrência. A previsão era de assinatura do contrato e recomeço das obras dentro de um mês, mas o processo levou cerca de 10 meses.
Em junho, diante do impasse, o clube decidiu interromper as obras até que a Andrade Gutierrez assumisse a obra, interrompendo a reconstrução de um setor da arquibancadas inferiores demolidas em dezembro de 2010.
Desde então, a construtora reivindicou algumas alterações no contrato (a última de que alguns andares fossem acrescentados ao edifício-garagem que será erguido ao lado do ginásio do Gigantinho), todas recusadas pelo Inter. Nem a pressão da presidente Dilma Rousseff no final de fevereiro acelerou o processo.
A empresa promete entregar o estádio reformado em dezembro de 2013. O Beira-Rio precisará ser fechado por alguns meses após a conclusão da reforma para troca do gramado.
16 de abril 2020
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