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Caterpillar contraria setor e é a 14ª exportadora do Brasil

Caterpillar contraria setor e é a 14ª exportadora do Brasil

Brasil Econômico

01/06/2012 12h53 | Atualizada em 01/06/2012 15h54


Mesmo com bom desempenho nas exportações brasileiras, companhia americana está revisando projeção de crescimento para este ano em decorrência do desaquecimento da economia global.

Enquanto o setor de máquinas e equipamentos amarga déficit na balança comercial - que deve encerrar o ano em US$ 19 bilhões - e assiste ao avanço rápido das importações motivadas pela falta de competitividade dos preços brasileiros, a Caterpillar figura como a 14ª maior exportadora do Brasil, enviando produtos para cerca de 120 países.

Apesar do bom desempenho de vendas no mercado internacional, a companhia está revendo as previsões de crescimento para este ano e fala em estabilidade.

Luiz Carlos Calil, presidente da empresa no Brasil, r

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Mesmo com bom desempenho nas exportações brasileiras, companhia americana está revisando projeção de crescimento para este ano em decorrência do desaquecimento da economia global.

Enquanto o setor de máquinas e equipamentos amarga déficit na balança comercial - que deve encerrar o ano em US$ 19 bilhões - e assiste ao avanço rápido das importações motivadas pela falta de competitividade dos preços brasileiros, a Caterpillar figura como a 14ª maior exportadora do Brasil, enviando produtos para cerca de 120 países.

Apesar do bom desempenho de vendas no mercado internacional, a companhia está revendo as previsões de crescimento para este ano e fala em estabilidade.

Luiz Carlos Calil, presidente da empresa no Brasil, resume a equação para o desempenho positivo na área das exportações.

"Câmbio na casa dos R$ 2, enxugamento dos custos operacionais e exclusividade de patente de produtos." O Brasil é o único fabricante de duas máquinas muito relevantes para a companhia, o trator de esteira T8R e uma carregadeira de médio porte, para uso nas áreas de mineração e construção civil.

"O mundo todo precisa comprar da gente, não tem opção", diz o executivo.

Nos últimos três anos, a Caterpillar viu suas exportações mais que triplicarem. "Por isso, no ano passado investimos US$ 110 milhões em uma nova fábrica, em Campo Largo (PR), que aumentou a capacidade produtiva em cerca de 20%", disse, sem

revelar o número atual de unidades fabricadas. Além da planta paranaense, a companhia tem uma unidade em Piracicaba (SP) e mantém 6,2 mil trabalhadores no país.

Os dois produtos feitos exclusivamente em solo brasileiro já renderam US$ 717,1 milhões em exportaçõesentre janeiro e abril. "Mas o mercado interno ainda é nosso foco e temos uma linha de 40 produtos, distribuídos em nove famílias", explica o executivo, que trabalha na empresa há 44 anos.

Previsões abaladas

Calil, que começou como officeboy na companhia e passou por 24 funções antes de assumir a presidência em 2008, presenciou quase todas as fases da Caterpillar, que está no país desde 1954.

"Ainda sinto falta de investimentos efetivos em infra-estrutura no país e estamos revendo nossas projeções de crescimento", declara.

No ano passado a Caterpillar faturou US$ 62 bilhões no mundo. As previsões iniciais falavam em crescimento global de cerca de 10%, mas o número deve ser menor.

"A economia mundial está desaquecida e estamos apostando em aquisições recentes para sustentar o crescimento deste ano", disse.

A compra de outras empresas é uma prática comum da Caterpillar e novas aquisições não estão descartadas. "Estamos sempre avaliando", disse o executivo. A americana Bucyrus foi a última grande compra da empresa, por US$ 7,6 bilhões, e veio para reforçar a área de mineração.

 

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