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Valor Online
29/11/2011 15h53
Capitalizadas após deixarem o bloco de controle da Usiminas, tanto Votorantim quanto Camargo Corrêa vão se concentrar em negócios considerados estratégicos.
Em valores brutos, cada um dos grupos cobrou cerca de R$ 2,36 bilhões da Techint para sair do controle da siderúrgica mineira. Já o fundo de pensão dos funcionários da Usiminas levantou R$ 614 milhões no negócio, com a venda para a Ternium e a Nippon Steel de 3,38% das ações com direito a voto na companhia.
Ao justificar a operação, a Camargo Corrêa afirmou que a transação - envolvendo 12,98% das ações ordinárias da Usiminas - reflete uma "reorientação estratégica", cuja finalidade é centrar os investimentos nos principais negócios em infraestrutura. Ao vender sua par
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Capitalizadas após deixarem o bloco de controle da Usiminas, tanto Votorantim quanto Camargo Corrêa vão se concentrar em negócios considerados estratégicos.
Em valores brutos, cada um dos grupos cobrou cerca de R$ 2,36 bilhões da Techint para sair do controle da siderúrgica mineira. Já o fundo de pensão dos funcionários da Usiminas levantou R$ 614 milhões no negócio, com a venda para a Ternium e a Nippon Steel de 3,38% das ações com direito a voto na companhia.
Ao justificar a operação, a Camargo Corrêa afirmou que a transação - envolvendo 12,98% das ações ordinárias da Usiminas - reflete uma "reorientação estratégica", cuja finalidade é centrar os investimentos nos principais negócios em infraestrutura. Ao vender sua participação na Usiminas, a empresa deixou de atuar no setor siderúrgico.
Por sua vez, o grupo Votorantim - cuja participação em ações ordinárias era idêntica à da Camargo - disse que vai concentrar os investimentos em negócios relacionados a cimento, metais, aços longos, celulose e suco de laranja.
Dentro do mesmo direcionamento, a empresa da família Ermírio de Moraes deixou o setor químico no início deste mês com a venda da fabricante de resinas sintéticas Nitro Química.
A atuação da Votorantim no setor siderúrgico passa a se centrar mais na produção de aços longos. A Votorantim Siderurgia - braço siderúrgico do grupo - é dona na Argentina da Acerbrag e também controla a usina integrada Paz del Río na Colômbia. No Brasil, tem usinas de vergalhão, fio-máquina e trefilação em Barra Mansa e Resende, no Rio de Janeiro, além de ser parceira do empresário Alexandre Grendene Bartelle, dono da Grendene, na construção de uma unidade de aços longos em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul.
Para Pedro Galdi, analista da SLW, oportunidades de crescimento no mercado cimenteiro podem ter incentivado Votorantim e Camargo Corrêa a direcionar o foco a um de seus principais negócios. "Provavelmente elas enxergaram a opção de crescer em cimento."
Pouco após a divulgação do negócio, a página de relações com investidores da Usiminas na internet já apresentava ontem a nova composição acionária da produtora de aços planos, com o grupo Techint respondendo por 27,66% do capital com direito a voto.
No bloco de controle que dá as cartas na Usiminas, a participação das empresas da Techint ficou em 43,3%. Completam o grupo a Nippon Steel, com uma fatia de 46,1%, e a CEU, cuja participação no bloco de controle caiu para 10,6%.
Procuradas pelo Valor, Votorantim e Camargo Corrêa preferiram não dar mais detalhes sobre a operação. Limitaram-se a divulgar notas em que confirmaram a saída da Usiminas.
Da mesma forma, a CSN - que fez compras de ações da Usiminas no mercado e buscava alterar a composição de controle da companhia - informou que não vai se manifestar sobre o assunto no momento.
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