Energia
Valor Econômico
11/05/2012 11h08 | Atualizada em 11/05/2012 14h33
A petroquímica Braskem vai intensificar os investimentos em matérias-primas mais competitivas.
A companhia está fazendo estudos para produzir propeno a partir do "shale gas" (gás de xisto) nos Estados Unidos. A empresa avalia se esse investimento poderá ser feito em parceria com outras companhias locais ou se será assumido 100% por ela.
A decisão desse investimento não será imediata, mas poderá ser tomada ainda este ano, de acordo com Carlos Fadigas, presidente da petroquímica.
A Braskem é a maior consumidora de propeno dos EUA, onde possui cinco fábricas de polipropileno (PP) - três delas adquiridas da Sunoco em 2010 e outras duas da Dow Chemical em 2011. A capacidade de produção dessas unidades totaliza 1,5 milh
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A petroquímica Braskem vai intensificar os investimentos em matérias-primas mais competitivas.
A companhia está fazendo estudos para produzir propeno a partir do "shale gas" (gás de xisto) nos Estados Unidos. A empresa avalia se esse investimento poderá ser feito em parceria com outras companhias locais ou se será assumido 100% por ela.
A decisão desse investimento não será imediata, mas poderá ser tomada ainda este ano, de acordo com Carlos Fadigas, presidente da petroquímica.
A Braskem é a maior consumidora de propeno dos EUA, onde possui cinco fábricas de polipropileno (PP) - três delas adquiridas da Sunoco em 2010 e outras duas da Dow Chemical em 2011. A capacidade de produção dessas unidades totaliza 1,5 milhão de toneladas/ano de propeno. A capacidade global da Braskem é de 4 milhões de toneladas/ano.
Em dezembro, uma das fábricas da Braskem, instalada na Pensilvânia (EUA), perdeu seu principal fornecedor. O grupo que fornecia a matéria-prima para uma dessas unidades fechou sua refinaria. Por força de contrato, essa empresa assumiu compromisso de garantir o produto à Braskem até junho deste ano, além de pagar uma multa de US$ 130 milhões à companhia, cujo valor será liquidado neste segundo trimestre.
Tanto no Brasil como nos EUA, os fornecedores de propeno para a Braskem são refinarias que utilizam nafta. Com a maior oferta de "shale gas" nos Estados Unidos, uma pequena parte do propano é transformada em propeno - a maior parcela desse gás é destinado para a produção de polietileno (PE), segmento no qual a Braskem ainda não atua em território americano.
No Brasil, a produção de propeno a partir do gás natural vai se intensificar com as operações do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro). A central petroquímica da Braskem em São Paulo opera com gás (ativos adquiridos da Quattor).
Ontem, a companhia divulgou que seu lucro líquido caiu 50% no primeiro trimestre, para R$ 152 milhões. No mesmo período, a receita líquida foi de R$ 8,232 bilhões, aumento de 11% sobre igual período do ano passado. A indústria petroquímica operou no primeiro trimestre com margens deprimidas por conta da restrição da demanda e cenário macroeconômico desfavorável. A Braskem vai manter seus investimentos estimados para o ano em R$ 1,7 bilhão. No primeiro trimestre, R$ 700 milhões foram aplicados, disse Fadigas. Segundo ele, cerca de 50% dos R$ 700 milhões foram destinados ao mercado interno.
Para este ano, Fadigas projeta um crescimento do setor entre 4% e 5%, mesmo diante de um cenário ainda de incertezas. No ano passado, o segmento petroquímico não registrou expansão.
Nos primeiros três meses do ano, a taxa média de utilização industrial da Braskem para eteno ficou em 93%. A média de polietileno ficou em 87% e do polipropileno, em 90%. No início do ano passado, várias unidades da Braskem tiveram paradas industriais.
Fadigas ressaltou que a companhia está na expectativa do início das operações da nova fábrica de PVC de Alagoas, previsto para as próximas semanas. A nova unidade de butadieno do grupo, do Rio Grande do Sul, deverá entrar em operação em julho.
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