Infraestrutura
Webtranspo
18/05/2012 12h05 | Atualizada em 18/05/2012 16h16
Quando o Brasil foi escolhido para ser sede da Copa do Mundo de 2014, uma das principais promessas do Governo era o legado que o evento deixaria à mobilidade urbana. Pois bem, a dois anos da competição esportiva, o País vive em uma situação quase caótica no sistema metroviário de suas principais cidades. Se não bastasse a greve que atinge cinco capitais brasileiras e afeta quase 515 mil pessoas, nesta quarta-feira, 16, dois trens se chocaram no metrô de São Paulo e deixaram 33 pessoas feridas.
Na manhã de ontem, um trem do metrô se chocou com uma composição que estava parada entre as estações Carrão e Penha, na Linha Vermelha, que liga as zonas Oeste e Leste da capital paulista. Com isso, o trecho entre as estações Tatuapé e Cori
...

Quando o Brasil foi escolhido para ser sede da Copa do Mundo de 2014, uma das principais promessas do Governo era o legado que o evento deixaria à mobilidade urbana. Pois bem, a dois anos da competição esportiva, o País vive em uma situação quase caótica no sistema metroviário de suas principais cidades. Se não bastasse a greve que atinge cinco capitais brasileiras e afeta quase 515 mil pessoas, nesta quarta-feira, 16, dois trens se chocaram no metrô de São Paulo e deixaram 33 pessoas feridas.
Na manhã de ontem, um trem do metrô se chocou com uma composição que estava parada entre as estações Carrão e Penha, na Linha Vermelha, que liga as zonas Oeste e Leste da capital paulista. Com isso, o trecho entre as estações Tatuapé e Corinthians/Itaquera ficou interditado das 9h50 às 14h20. Para evitar maiores transtornos aos paulistanos, a Companhia de Metrô acionou o serviço do Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência), que oferece ônibus gratuito e manteve a integração entre as paradas afetadas.
Até o momento, as causas do acidente são desconhecidas. Jurandir Fernandes, secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, porém, negou que tenha havido qualquer falha no trem e classificou o ocorrido como inusitado.
“O trem não tem problema. Pode ter sido energia. Vamos ter que apurar. O Centro de Controle Operacional do Metrô vai apontar a falha”, disse o secretário. A Companhia de Metrô informou que essa foi a primeira vez que houve choque de composições no sistema da capital paulista. De acordo com o político, no momento da colisão o trem tinha uma velocidade entre 10 e 12 quilômetros por hora.
Apesar de o secretário garantir que o trem não apresenta nenhum problema, Altino de Melo Prazeres, presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, alega que a razão do acidente foi uma possível falha no sistema de automatização do trem. “A informação do sistema, em vez de mandar o trem parar, o fez avançar. Então, o operador deu emergência e fez a composição parar [quando avistou o outro trem]. Não foi falha humana. Ele está muito tranquilo, porque sabe que agiu da forma correta”, relatou.
De acordo com relato de passageiros que estavam na composição, o choque causou certo alvoroço. “O choque não foi muito forte, mas, como o trem estava muito lotado, jogou as pessoas umas contra as outras. Não sofri nada, mas vi uma senhora sendo pisoteada. As pessoas se apavoraram”, afirmou Cleyton Lima, de 28 anos, usuário que seguia da Estação Artur Alvim para a Marechal Deodoro, no trem que atingiu o que estava parado. Ainda, segundo ele, “o funcionamento já não estava normal. Eles informavam que o tempo de parada estava maior”.
Greve no Metrô
Se na capital paulista os trens se chocam, em outras cinco eles nem se movimentam. A greve dos metroviários está prejudicando o funcionamento do sistema em Belo Horizonte (BH), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Natal (RN) e Recife (PE). Os trabalhadores da CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos), empresa de transportes vinculada ao Ministério das Cidades, estão reivindicando reajuste salarial que reponha as perdas salariais de 2011 e benefícios como plano de saúde integral. As negociações ocorrem na sede da empresa localizada na cidade fluminense.
Com a greve, o maior prejudicado é o cidadão que depende do transporte público. Somente na capital mineira, a paralisação está afetando 215 mil passageiros que usam o serviço diariamente. Em João Pessoa, apenas 30% dos trens estão em operação. Na capital alagoana, das 22 composições que operam diariamente, oito estão funcionando. Os quatro mil potiguares que utilizam o sistema também enfrentam a greve no sistema, agrava pela parada dos motoristas e cobradores de ônibus. Em Recife, a suspensão das atividades foi deflagrada pelos metroviários na noite desta segunda-feira, 14, sem previsão para volta.
No próximo dia 23, mais uma cidade pode aderir à paralisação. Os metroviários de São Paulo, em assembleia, rejeitaram nesta quarta-feira, 16, a proposta de reajuste salarial oferecida pela Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) e aprovaram o indicativo de greve a partir da próxima quarta-feira (23). Uma nova assembleia foi marcada para terça-feira (22) a fim de reavaliar a decisão de interromper os trabalhos.
16 de abril 2020
16 de abril 2020
Av. Francisco Matarazzo, 404 Cj. 701/703 Água Branca - CEP 05001-000 São Paulo/SP
Telefone (11) 3662-4159
© Sobratema. A reprodução do conteúdo total ou parcial é autorizada, desde que citada a fonte. Política de privacidade