Energia
Agência Brasil
20/04/2012 12h15
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse ontem (19) que o governo não está preocupado com possíveis problemas da Petrobras na Argentina. Segundo ele, em reunião que será realizada amanhã (20) com o ministro do Planejamento argentino, Julio De Vido, o governo brasileiro vai apenas “ouvir e redarguir [replicar]”.
“Não estamos visualizando nenhum problema com a Argentina, não podemos colocar o carro adiante dos bois. Nossas relações da Petrobras com a Argentina estão em plena normalidade, não há o que abordar sobre o assunto”, disse Lobão.
Na última segunda-feira (16), o governo argentino anunciou a proposta de expropriação da petrolífera YPF, administrada pela espanhola Repsol, alegando falta de investimentos da e
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O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse ontem (19) que o governo não está preocupado com possíveis problemas da Petrobras na Argentina. Segundo ele, em reunião que será realizada amanhã (20) com o ministro do Planejamento argentino, Julio De Vido, o governo brasileiro vai apenas “ouvir e redarguir [replicar]”.
“Não estamos visualizando nenhum problema com a Argentina, não podemos colocar o carro adiante dos bois. Nossas relações da Petrobras com a Argentina estão em plena normalidade, não há o que abordar sobre o assunto”, disse Lobão.
Na última segunda-feira (16), o governo argentino anunciou a proposta de expropriação da petrolífera YPF, administrada pela espanhola Repsol, alegando falta de investimentos da empresa no país. Como a Petrobras tem muitos investimentos no país vizinho, existe o temor de que algo semelhante possa ser feito com a empresa brasileira.
Um dos assuntos abordados na reunião de amanhã será o aumento de investimentos da Petrobras na Argentina, que já foi debatido recentemente em visita recente de Lobão a Buenos Aires. Outro tema que entrará em debate será a construção das usinas hidrelétricas Garabi e Panambi, que serão construídas em parceria entre os dois países.
Lobão também relatou que o presidente uruguaio, José Mujica, pediu hoje o aumento do volume de energia fornecida pelo Brasil ao seu país. Atualmente, o Brasil fornece 300 megawatts de energia, e o Uruguai pediu que o fornecimento suba para 500 megawatts, mas, segundo Lobão, o Brasil não poderá atender a essa demanda imediatamente.
“Neste momento, estamos com uma seca intensa no Rio Grande do Sul. Nossas hidrelétricas estão praticamente paralisadas no estado. Estamos enviando energia de outros estados para o Rio Grande do Sul e não podemos dispor desta energia para outro país neste momento”, disse. O ministro garantiu que o Brasil vai despachar energia de uma termelétrica de Uruguaiana (RS) para atender ao país vizinho.
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