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Bolívia anuncia nacionalização de mineradora da empresa suíça Glencore

A Glencore opera no país diversas minas por meio da filial Sinchi Wayra, que controla a companhia Colquiri para a exploração de zinco e estanho em uma mina com cerca de 400 operários.

Último Instante

12/06/2012 08h52 | Atualizada em 12/06/2012 11h53


O Governo do presidente Evo Morales nacionalizará a mineradora Colquiri, instalada no ocidente da Bolívia e pertencente a uma filial da empresa suíça Glencore, informou  neste domingo o ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana.

O funcionário disse aos meios de comunicação estatais que a decisão foi tomada em uma reunião com os sindicatos de mineiros nacionais e do povo de Colquiri, no departamento de La Paz, embora não anunciou quando a medida será concretizada.

A Glencore opera na Bolívia diversas minas por meio da filial Sinchi Wayra, que controla a companhia Colquiri para a exploração de zinco e estanho em uma mina com cerca de 400 operários.

Em 2007 e 2010, Morales também expropriou duas empresas de fundiç

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O Governo do presidente Evo Morales nacionalizará a mineradora Colquiri, instalada no ocidente da Bolívia e pertencente a uma filial da empresa suíça Glencore, informou  neste domingo o ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana.

O funcionário disse aos meios de comunicação estatais que a decisão foi tomada em uma reunião com os sindicatos de mineiros nacionais e do povo de Colquiri, no departamento de La Paz, embora não anunciou quando a medida será concretizada.

A Glencore opera na Bolívia diversas minas por meio da filial Sinchi Wayra, que controla a companhia Colquiri para a exploração de zinco e estanho em uma mina com cerca de 400 operários.

Em 2007 e 2010, Morales também expropriou duas empresas de fundição de metais da Glencore, que levou os casos à justiça.

Quintana ainda ressaltou que a decisão de nacionalização não incluirá as áreas aprovadas na mesma região à Cooperativa 26 de Fevereiro, embora tenha dito que se a maioria de os cooperativistas solicitarem, o Governo pode assumir o controle de suas operações.

No entanto, os dirigentes da Federação Nacional de Cooperativas de Mineiros, grupo influente no Governo e com uma grande capacidade de mobilização, rejeitaram a nacionalização e advertiram que responderão com um bloqueio das estradas.

O líder da federação, Albino García, disse à imprensa que ocorrerá "um conflito nacional".

Desde que chegou ao poder, o presidente boliviano nacionalizou várias companhias em diversos setores, como os de hidrocarbonetos, eletricidade, telecomunicações, mineração e cimento.

 

 

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