Radar

P U B L I C I D A D E

ABRIR
FECHAR
Mercado
Voltar

Mercado

BNDES vê gargalo de financiamento no Brasil

O aumento do ritmo de crescimento do Brasil pode provocar um gargalo no financiamento, segundo o assessor econômico da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Jorge Arbache.

Valor Econômico

04/07/2012 12h51 | Atualizada em 05/07/2012 12h14


A uma plateia formada por empresários do Brasil e da Alemanha e representantes de bancos da Europa, ele propôs a entrada de novos formatos de financiamento com participação de instituições estrangeiras.

"O BNDES não será capaz de bancar o crescimento de demanda por linhas de financiamento sozinho", disse. Após sua apresentação, num dos painéis do 30º encontro econômico Brasil-Alemanha, em Frankfurt, Arbache explicou que seu prognóstico se refere ao médio prazo.

Segundo ele, os recursos disponíveis hoje, que giram em torno de R$ 150 bilhões por ano, são suficientes para atender aos pedidos atuais. "Mas o problema é que no médio prazo não sabemos qual será o com

...

A uma plateia formada por empresários do Brasil e da Alemanha e representantes de bancos da Europa, ele propôs a entrada de novos formatos de financiamento com participação de instituições estrangeiras.

"O BNDES não será capaz de bancar o crescimento de demanda por linhas de financiamento sozinho", disse. Após sua apresentação, num dos painéis do 30º encontro econômico Brasil-Alemanha, em Frankfurt, Arbache explicou que seu prognóstico se refere ao médio prazo.

Segundo ele, os recursos disponíveis hoje, que giram em torno de R$ 150 bilhões por ano, são suficientes para atender aos pedidos atuais. "Mas o problema é que no médio prazo não sabemos qual será o comportamento do poupador, ao mesmo tempo em que também desconhecemos como se dará a disposição do investidor em buscar recursos para financiamento", disse.

Ele lembrou que novos instrumentos de poupança, como o da previdência do setor público engrossarão os recursos para financiamento, dando mais fôlego na oferta de crédito para os empreendimentos. "Mas esse fundo, por exemplo, levará ainda um tempo para começar a crescer", destacou. Até lá, ele espera um aumento de demanda por conta de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), além de necessidades de setores como a indústria.

Para o assessor do BNDES, se a tendência de queda da Selic se mantiver haverá menos especulação na taxa de câmbio, o que, no médio prazo, trará uma estabilidade no câmbio e consequente aumento de novos projetos. "A partir disso, a roda gira", disse. "Não se trata de um crescimento a altas taxas, mas com base numa economia mais previsível", destacou.

Segundo ele, a redução da TJLP ocorreu para seguir a tendência da Selic e compensar o custo financeiro e de risco dos bancos na intermediação das linhas do BNDES. De qualquer forma, é um sinal da disposição em continuar a estimular o financiamento produtivo.

Arbache não mencionou que tipo de instituição poderia engrossar a oferta de linhas de longo prazo. O potencial econômico do Brasil foi tema constante nos dois dias de discussões em Frankfurt. "O Brasil tem uma grande riqueza, notadamente de matérias-primas. Esse mercado poderia ser ampliado se o país pudesse dar um passo mais acelerado na infraestrutura", disse Stefan Böhlich, chefe de financiamento de comércio e exportações do Commerzbank AG.

O executivo alemão lembrou que se na Europa a crise de 2008 "se converteu numa dívida de bancos", no Brasil o setor bancário não foi atingido. "Por outro lado, percebe-se uma estagnação no crescimento do país. A redução dos juros poderá servir para mudar a tendência; mas o país não pode descuidar do controle de inflação", disse.

 

 

P U B L I C I D A D E

ABRIR
FECHAR

Av. Francisco Matarazzo, 404 Cj. 701/703 Água Branca - CEP 05001-000 São Paulo/SP

Telefone (11) 3662-4159

© Sobratema. A reprodução do conteúdo total ou parcial é autorizada, desde que citada a fonte. Política de privacidade