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BNDES e eólicas negociam financiamentos no mercado livre

Banco já oferece modelos de contrato para investidores; até dividendos podem ser dados em garantia

Jornal da Energia

25/05/2012 08h50 | Atualizada em 25/05/2012 16h28


O chefe do departamento de energias alternativas do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Antônio Carlos Tovar, foi bastante procurado nesta quinta-feira (24/5), durante evento promovido pela Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica) para abordar a viabilidade da fonte no mercado livre.

Ao vender energia em leilões promovidos pelo governo, os agentes fecham contratos de vinte anos com distribuidoras, consideradas boas pagadoras, e a preços reajustados anualmente pela inflação. No ambiente livre os acordos são bilaterais e, quase sempre, em prazos mais curtos. Há, ainda, a intermitência dos ventos. Tais dificuldades levaram diversos in

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O chefe do departamento de energias alternativas do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Antônio Carlos Tovar, foi bastante procurado nesta quinta-feira (24/5), durante evento promovido pela Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica) para abordar a viabilidade da fonte no mercado livre.

Ao vender energia em leilões promovidos pelo governo, os agentes fecham contratos de vinte anos com distribuidoras, consideradas boas pagadoras, e a preços reajustados anualmente pela inflação. No ambiente livre os acordos são bilaterais e, quase sempre, em prazos mais curtos. Há, ainda, a intermitência dos ventos. Tais dificuldades levaram diversos investidores tentavam conversar com Tovar sobre condições e garantias de financiabilidade para seus projetos.

Em sua palestra, o executivo disse que a instituição já liberou financiamentos para projetos voltados a esse segmento e, hoje, analisa diversas hipóteses para conseguir liberar mais recursos para a área.

O dirigente aproveitou para mostrar que há diversos tipos de contratos em estudo para viabilizar as usinas voltadas para o ambiente livre. As alternativas vão desde a retenção, como garantia, de dividendos acima do mínimo obrigatório a ser distribuído pelas empresas, até a entrada de sócios autoprodutores como compradores da energia dos projetos.

"A premissa básica é apoiar projetos que, ao longo de todo o contrato de financiamento, garantam o índice de cobertura mínimo para pagar o banco credor", explicou Tovar. Outro tipo de contrato apontado pelo diretor envolve a divisão da geração das usinas entre mercado livre e cativo, "formando um mix" - alternativa considerada por ele como "a mais fácil".

Até o momento, os financiamentos liberados para o segmento envolveram um parque que conseguiu um contrato de longo prazo, de vinte anos, e projetos da Tractebel, que admitiu que conseguiu um acordo de longo prazo e diversos outros mais curtos.

Para Tovar, "as condições oferecidas para a energia eólica são as mais atrativas do banco", com 16 anos para amortização e financiamento máximo de 80% do investimento. No mercado livre, porém, o risco para o banco é o da não renovação dos contratos de venda fechados em prazos mais curtos. Tovar exemplifica: se uma usina vende a produção para um cliente por cinco anos, qual é a garantia de que esse acordo será renovado no futuro?

Apesar de todas as ideias ainda em análise, Tovar avalia que a eólica "já entrou" no mercado livre e a continuidade do movimento "dependerá dos leilões". Mas a principal aposta é na construção de usinas com a presença de autoprodutores. "Parece ser uma tendência".

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