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Autoprodutores são aposta de eólicas no mercado livre

Grandes consumidores podem entrar em consórcios para construir usinas e assegurar compra da produção

Jornal da Energia

25/05/2012 08h49 | Atualizada em 25/05/2012 12h17


Os autoprodutores de energia elétrica - empresas com consumo tão grande que faz valer a pena a construção de usinas próprias - são a aposta do setor eólico para crescer fora dos disputados leilões promovidos pelo governo. Nesta quinta-feira (24/5), a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Melo, disse que eles "estão loucos" para investir na fonte, que se tornou a segunda mais competitiva do País, perdendo só para hidrelétricas.

O diretor do departamento de fontes alternativas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Antônio Carlos Tovar, revelou que já analisa diversas propostas de financiamento para usinas a v

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Os autoprodutores de energia elétrica - empresas com consumo tão grande que faz valer a pena a construção de usinas próprias - são a aposta do setor eólico para crescer fora dos disputados leilões promovidos pelo governo. Nesta quinta-feira (24/5), a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Melo, disse que eles "estão loucos" para investir na fonte, que se tornou a segunda mais competitiva do País, perdendo só para hidrelétricas.

O diretor do departamento de fontes alternativas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Antônio Carlos Tovar, revelou que já analisa diversas propostas de financiamento para usinas a vento que incluem sócios autoprodutores. Ele acredita, inclusive, que tal associação deve ser "uma tendência".

A parceria seria por meio de projetos nos quais o investidor eólico constrói a planta e direciona toda a energia gerada para o autoprodutor, em um contrato longo, de vinte anos. A parcela da construtora na usina, então, é arrendada ao agente que consumirá a produção.

"Esse conceito do arrendamento parece ser um modelo interessante, essa aproximação dos eólicos com os autoprodutores, que estão interessados em energia a longo prazo", avalia Tovar. Segundo ele, os projetos em análise no banco entraram "muito recentemente", ainda neste ano. Mas a ideia é dar um parecer em breve. "A gent quer começar a aprovar no início do segundo semestre".

 

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