Mercado
Revista Fator
07/05/2012 14h01
Entre o dia 1º de abril de 2011 e o dia 31 de março de 2012, a Alstom registrou 21.7 bilhões de euros em novos pedidos, o que corresponde a um aumento de 14% em relação ao ano passado. Conforme anunciado, o quarto trimestre, com 6,6 bilhões de euros em novos contratos, foi especialmente robusto. O faturamento, de 19.9 bilhões de euros, evoluiu ao longo do exercício, com forte crescimento no quarto trimestre. O resultado operacional atingiu 1,406 milhões de Euros, correspondendo a uma margem operacional de 7.1%, de acordo com as previsões. O lucro líquido melhorou, passando de 462 milhões de Euros em 2010/11, para 732 milhões de Euros (+ 58%). O fluxo de caixa teve uma importante recuperação no segundo semestre de 2011/12: com uma geração
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Entre o dia 1º de abril de 2011 e o dia 31 de março de 2012, a Alstom registrou 21.7 bilhões de euros em novos pedidos, o que corresponde a um aumento de 14% em relação ao ano passado. Conforme anunciado, o quarto trimestre, com 6,6 bilhões de euros em novos contratos, foi especialmente robusto. O faturamento, de 19.9 bilhões de euros, evoluiu ao longo do exercício, com forte crescimento no quarto trimestre. O resultado operacional atingiu 1,406 milhões de Euros, correspondendo a uma margem operacional de 7.1%, de acordo com as previsões. O lucro líquido melhorou, passando de 462 milhões de Euros em 2010/11, para 732 milhões de Euros (+ 58%). O fluxo de caixa teve uma importante recuperação no segundo semestre de 2011/12: com uma geração de caixa de 341 milhões de euros, depois de encerrado o primeiro semestre com 914 milhões de Euros negativos.
Em sua próxima Assembleia Geral, a Alstom proporá um dividendo de 0.80 euros por ação, um aumento de 29% em relação ao dividendo pago no ano passado.
"Em 2011/12, o Grupo atingiu um bom desempenho comercial, representado pelo indicador de pedidos recebidos acima de 1 para cada trimestre do exercício e por um nível elevado de pedidos no quarto trimestre, o melhor já registrado pela soma dos setores Power e pelo setor Transport desde o exercício 2008/09. O faturamento se recuperou progressivamente ao longo do exercício. A melhoria da margem operacional durante o segundo semestre permitiu atingir 7.1% no ano, de acordo com as previsões feitas em 2010. O fluxo de caixa voltou a ser amplamente positivo durante o segundo semestre. Planejamos, considerando nosso posicionamento nas quatro áreas de negócios, manter um bom nível de pedidos. Dentro desta hipótese, o faturamento deve crescer em mais de 5% ao ano durante os próximos três anos, enquanto a margem operacional deve passar por uma melhoria progressiva e se situar em torno de 8% em março de 2015. Ao mesmo tempo, continuamos mobilizados em prol da produção de liquidez, com um fluxo de caixa que deve ser positivo em cada um dos três próximos exercícios", declarou Patrick Kron, Chairman e CEO da Alstom.
Um bom nível de pedidos recebidos - Durante o exercício 2011/12, a Alstom registrou pedidos no valor de € 21.7 bilhões, um aumento de 14% em relação ao ano passado. A atividade comercial foi especialmente sólida nos países emergentes, que representaram cerca de 60% dos pedidos totais, muito embora o setor Transport tenha sido muito ativo na Europa. Em 31 de março de 2012, a carteira de pedidos atingiu € 49 bilhões, o equivalente ao faturamento de 30 meses.
Thermal Power obteve sucessos importantes em todas as suas atividades. Em particular, o setor registrou 14 turbinas a gás na Rússia, Oriente Médio e Sudeste Asiático, vários projetos de grandes centrais térmicas na Malásia e Leste Europeu, bem como seu primeiro contrato de energia nuclear na Rússia. Thermal Power se beneficiou também de forte atividade em sistemas de controle ambiental, bem como no da reabilitação e de serviço.
O Setor Renewable Power, neste ano, se beneficiou de uma grande quantidade de contratos de pequeno e médio porte, tanto na parte de hidrelétricas quanto no de energia eólica. Os principais projetos se situam na América Latina, Ásia e Norte da África.
Durante o período, o setor Grid registrou, ao redor do mundo, seu volume habitual de pedidos de pequeno e médio porte, bem como um contrato estratégico na Suécia para um projeto de corrente contínua de alta voltagem (HVDC).
Para o Setor Transport, os principais contratos foram obtidos no Leste Europeu (locomotivas na Rússia e trens de alta velocidade na Polônia com o contrato de manutenção associado), na Europa Ocidental (trens de altíssima velocidade na França, VLTs no Reino Unido, sistema de sinalização na Dinamarca e trens regionais na Suécia), bem como em Cingapura (metrô e modernização do sistema de sinalização).
Recuperação progressiva do faturamento e do resultado operacional -Em 2011/12, o Grupo atingiu um faturamento de 19.9 bilhões de Euros, uma redução de 5 % em relação ao exercício anterior. Esta redução envolveu especialmente os setores Thermal Power (-10%) e Transport (-8%), refletindo a redução de pedidos, registrada em 2009 durante a crise. As vendas do setor Renewable Power cresceram 4% em relação ao ano passado, enquanto o setor Grid gerou um faturamento de 4 bilhões de Euros. Conforme esperado, o faturamento total se recuperou progressivamente ao longo do ano, partindo do ponto baixo do primeiro trimestre.
Durante o ano de 2011/12, o resultado operacional atingiu 1,406 milhões de Euros, contra 1,570 milhões de Euros durante o exercício anterior. A margem operacional passou de 6.7% durante o primeiro semestre, para 7.4% durante o segundo semestre, atingindo 7.1% para o exercício, de acordo com as previsões. A margem operacional do setor Thermal Power cresceu de 9.0% em 2010/11 para 9.7%, contando com um mix favorável das vendas e medidas de controle dos custos. A margem operacional do setor Renewable Power foi reduzida de 8.9% para 7.4%, penalizada pela erosão dos preços no segmento de energia eólica, enquanto a do setor Transport passou de 7.1% para 5.1%, especialmente impactada pela redução do faturamento. A margem operacional do setor Grid aumentou levemente para 6.2%.
O lucro líquido atingiu 732 milhões de euros, com um aumento de 58% em relação ao baixo resultado do ano passado de 462 milhões de Euros, que foi impactado por despesas de reestruturação destinadas a ajustar as capacidades dos setores Thermal Power e Transport.
Uma situação financeira fortalecida por uma firme produção de liquidez durante o segundo semestre - Após um fluxo de caixa negativo durante o primeiro semestre de 2011/12, o fluxo de caixa se tornou positivo em 341 milhões de Euros no segundo semestre, apoiando-se na recuperação progressiva do faturamento e no bom nível de pedidos. Para o ano completo, o fluxo de caixa foi de (573) milhões de Euros.
Em 31 de março de 2012, a dívida líquida foi de 2,492 milhões de Euros, em relação aos 1,286 milhões de Euros de 31 de março de 2011. Esta evolução resulta principalmente do fluxo de caixa negativo durante o período e do pagamento do dividendo referente ao ano de 2010/11.
Com um valor em caixa de 2.1 bilhões de Euros no final de março de 2012 e uma linha de crédito não esgotada de 1.35 bilhão de Euros recém-renovada e ampliada, bem como um cronograma de pagamento progressivo da dívida a partir de setembro de 2014, o balanço demonstra uma sólida posição financeira.
O capital próprio cresceu no período, atingindo € 4,434 bilhões em 31 de março de 2012, vindo de € 4,152 bilhões em 31 de março de 2011, após o impacto da evolução dos fundos de pensão e do pagamento de dividendos.
Aumento do dividendo por ação durante a próxima Assembleia Geral -O Conselho de Administração decidiu propor o pagamento de um dividendo de 0.80 Euros por ação, durante a Assembleia Geral de 26 de junho de 2012, um aumento de 29% em relação ao dividendo pago no ano passado. Este aumento ilustra a melhoria do lucro líquido. O valor do dividendo corresponde a uma taxa de distribuição de 32%. Se for aprovado, o dividendo será pago no dia 3 de julho de 2012.
Um ano ativo para preparar o futuro - Durante o exercício fiscal 2011/12, a Alstom continuou se adaptando à evolução geográfica dos seus mercados, superando etapas importantes nos campos da tecnologia e inovação.
Em decorrência da crise de 2009, os setores Thermal Power e Transport lançaram planos de reestruturação para se adaptar à desaceleração da demanda nos países desenvolvidos. No final de março de 2012, realizou-se amplo ajuste das capacidades de Thermal Power na Europa e América do Norte, enquanto o programa que envolve as unidades Transport na Alemanha, Itália e Espanha ainda estavam em andamento. Ao mesmo tempo, a Alstom deu continuidade ao seu desenvolvimento nos países de rápido crescimento, investindo em novas unidades industriais ou assinando uma quantidade recorde de parcerias, de forma a ampliar sua participação ainda mais nesses mercados promissores.
As despesas com pesquisa e desenvolvimento permaneceram em nível elevado. Entre as principais realizações do Grupo, o setor Thermal Power apresentou as últimas versões de suas turbinas a gás GT26, GT24 e GT13, que possuem potência maior, rendimento elevado e flexibilidade aumentada. O setor Renewable Power inaugurou sua primeira turbina eólica offshore de 6 MW e emplacou seu primeiro projeto na França para três grandes parques eólicos, incluindo 240 turbinas no âmbito de um consórcio liderado pela EDF EN. O setor Grid desenvolveu uma nova tecnologia HVDC, com a concretização de um primeiro pedido para a Suécia durante o exercício. Por fim, o setor Transport concluiu o desenvolvimento de seu novo trem de altíssima velocidade (o AGV), que entrou em operação na Itália no final do mês de abril de 2012.
Previsões para três anos (de março de 2012 até março de 2015) -Graças às perspectivas favoráveis de médio e longo prazo dos mercados de atuação do Grupo e apesar das incertezas de curto prazo de determinadas regiões, os pedidos devem manter um bom nível durante os próximos três anos. Os países em desenvolvimento continuam proporcionando oportunidades para todos os setores, enquanto a demanda dos países desenvolvidos, apesar de seu ritmo reduzido atual, deve expressar sinais positivos, especialmente no campo da energia eólica offshore e na transmissão de alta tecnologia (HVDC e Smart Grid). Neste contexto, o faturamento deve crescer em mais de 5% por ano durante esse período. Este crescimento será apoiado nos investimentos, para fortalecer a presença da Alstom nos mercados emergentes, e no aumento das despesas em pesquisa e desenvolvimento, permitindo que o Grupo mantenha seu avanço tecnológico.
Este aumento do faturamento, associado às ações em andamento sobre os custos, deve acarretar uma melhoria progressiva da margem operacional do Grupo, estimada em torno de 8%, em março 2015.
Por fim, como a gestão de caixa continua sendo uma prioridade de alta importância para a Alstom, é esperado um fluxo de caixa positivo em cada um dos três próximos exercícios.
27 de agosto 2020
02 de julho 2020
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