
A escassez hídrica no Brasil tem gerado pressões significativas sobre as concessionárias de saneamento básico, exigindo adaptações operacionais, investimentos em infraestrutura e estratégias de gestão de demanda para garantir o abastecimento.
A crise climática, com secas severas e redução do volume de chuvas, afeta a disponibilidade de água potável, enquanto o desmatamento compromete o regime de chuvas, especialmente na região Sudeste.
Nesse quadro, as concessionárias têm adotado medidas como campanhas de conscientização para redução de consumo, caracterizadas como demarketing (reduzir o consumo para garantir a sustentabilidade do recurso).
Em cenários extremos, como o de São Paulo, gestores têm recorrido a reduções de pressão na rede, o que gera queixas de falta d'água, especialmente em áreas vulnerá


A escassez hídrica no Brasil tem gerado pressões significativas sobre as concessionárias de saneamento básico, exigindo adaptações operacionais, investimentos em infraestrutura e estratégias de gestão de demanda para garantir o abastecimento.
A crise climática, com secas severas e redução do volume de chuvas, afeta a disponibilidade de água potável, enquanto o desmatamento compromete o regime de chuvas, especialmente na região Sudeste.
Nesse quadro, as concessionárias têm adotado medidas como campanhas de conscientização para redução de consumo, caracterizadas como demarketing (reduzir o consumo para garantir a sustentabilidade do recurso).
Em cenários extremos, como o de São Paulo, gestores têm recorrido a reduções de pressão na rede, o que gera queixas de falta d'água, especialmente em áreas vulneráveis.
Como relata reportagem especial nesta edição, o alto índice de perdas de água na distribuição (vazamentos e ligações clandestinas) é um dos principais gargalos.
A redução dessas perdas é crucial para o avanço do saneamento e para mitigar a escassez.
Mas a crise hídrica em São Paulo também reacendeu debates sobre a eficácia da gestão pública versus privada.
Críticos argumentam que a gestão privada pode priorizar lucros em detrimento de investimentos em prevenção, enquanto defensores veem a privatização como forma de acelerar a eficiência e o investimento necessário.
O fato é que, para garantir a segurança hídrica, as concessionárias estão sendo pressionadas a investir em fontes alternativas, como reúso de água e novas represas.
As medidas são urgentes, tendo em vista o risco de colapso no abastecimento de grandes cidades, impulsionado por falhas na gestão, seca e aumento da demanda.
Agências reguladoras como a ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), monitoram a situação e propõem medidas de adaptação para a crise hídrica.
Em resumo, a escassez hídrica tem o poder de transformar a atuação das concessionárias, que precisam equilibrar a manutenção do serviço com a gestão de recursos cada vez mais escassos, passando de um foco apenas na distribuição para a gestão de riscos e infraestrutura de longo prazo.
Nos links abaixo, confira algumas ações recentes realizadas pelas empresas do setor e compiladas pelo Especial Grandes Construções de Saneamento.
Confira:
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